Editorial

Marcos Emanoel Pereira

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Dossiê “A investigação do brincar”

Apresentação: Com a palavra, as crianças: um debate sobre inovações metodológicas na investigação do brincar

Ilka Dias Bichara, Bianca Becker

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A voz da criança na pesquisa e na sociedade: em busca de metodologias (efetivamente) participativas

Bianca Becker

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Rodas de conversa sobre o brincar: uma estratégia para investigação com crianças

Carmem Virgínia Moraes da Silva, Liana Gonçalves Pontes Sodré

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Usando maquetes e entrevistas na expressão de crianças em pesquisas sobre brincar

Paula Sanders Pereira Pinto

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Brincadeiras de casinha e significações de gênero

Melina Pereira, Maria Isabel Pedrosa

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Brincadeiras e brinquedos sob o olhar da criança

Sabrina Torres Gomes

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Observação de situações do cotidiano: brincadeiras espontâneas na escola

Shiniata Menezes, Ilka Dias Bichara

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O brincar de crianças em casa revelado em fotos

Ilka Dias Bichara

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Artigos

Autocyberbullying: Conhecer para prevenir

Felicia Figueiredo

ResumoResumo: O uso das tecnologias emergentes e da Internet tem favorecido a prática de comportamentos agressivos. O estado da arte revelou uma nova variante de cyberbullying: o autocyberbullying. Trata-se de um comportamento intencional, praticado por um indivíduo de forma anónima, que envolve a produção de situações forjadas de cyberbullying dirigido ao próprio, com o objetivo de cativar a atenção e a empatia dos observadores online. De contributo não-empírico, apoiado numa síntese da literatura existente sobre autocyberbullying, o artigo apresenta uma conceptualização do construto sugerida pela comunidade científica. Descreve dados disponíveis sobre a prevalência, as motivações e sequelas os quais impõem uma reflexão. Destaca o papel da escola e da família, apontando possibilidades de intervenção. Termina, identificando necessidades de investigação futuras.
Palavras-chave: Autocyberbullying; Agressão; Cyberbullying; Redes sociais; Münchausen digital.
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Avaliação das funções executivas pós-avc: influência da idade e da escolaridade

Livia Penna Tabet, Charles Andre

ResumoResumo: O objetivo do estudo é investigar a influência da idade e escolaridade no desempenho de testes neuropsicológicos para a avaliação das funções executivas em uma amostra de indivíduos com acidente vascular encefálico. Materiais e métodos: Foram avaliados 58 indivíduos com acidente vascular encefálico isquêmico crônico (37 homens e 23 mulheres, idade 61.8 ±12.1 anos, escolaridade 8.4 ± 4.5 anos e tempo de lesão 50.7 ±21.7 meses). Os pacientes foram submetidos à avaliação neuropsicológica para as funções executivas com aplicação de testes neuropsicológicos e questionário. Resultados: Na análise bivariada, todas as correlações entre os testes neuropsicológicos e a idade foram significativas (-0.624 to 0.463). Para a escolaridade, todas as correlações, exceto para o teste da torre de Londres, foram significativas (-.531 to 0.601). Conclusão: Na amostra estudada, o desempenho nos testes foi influenciado pelo aumento da idade e a menor escolaridade. Estas variáveis devem ser consideradas durante a interpretação dos testes.
Palavras-chave: acidente vascular encefálico, AVE, funções executivas, idade.
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Expressões do racismo como fator desencadeante de estresse agudo e pós-traumático

Valdisia Pereira da Mata, Catula Luz Pelisoli

ResumoResumo: Os transtornos relacionados a traumas e estressores são temas de interesse recorrente entre profissionais da área de saúde, entre eles o Transtorno de Estresse Agudo (TEA) e o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). Entretanto, é escassa a inclusão do racismo como evento capaz de gerar esses problemas. O objetivo deste trabalho é compreender a experiência do racismo em sua complexidade e tentar estabelecer a ligação entre o impacto subjetivo do racismo e os critérios diagnósticos para TEA/TEPT, sugerindo uma possibilidade de enquadramento da experiência do racismo como danosa à saúde mental. A revisão de literatura realizada concluiu que os efeitos biopsicossociais de eventos decorrentes do racismo e sintomas relacionados são reconhecidos por prestadores de serviços de saúde e de assistência legal. Eventos raciais estressantes têm o potencial para promover um estresse e desenvolver TEA/TEPT na pessoa que experimenta tanto um evento único e traumático quanto o racismo cumulativo através de micro agressões. O reconhecimento da possibilidade de expressões de racismo como gatilhos de TEA e TEPT é fundamental para profissionais da saúde mental poderem propiciar uma atenção qualificada para o problema.
Palavras-chave: Racismo, Estresse, Trauma, Transtorno de Estresse Agudo, Transtorno de Estresse Pós Traumático.
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O rastreio psicomotor na deteção precoce de atrasos de desenvolvimento: Revisão Sistemática

Carla Afonso, Teresa Bento, Maria Paula Mota, Rui Roque Martins, José Carlos Leitão

ResumoResumo: A presente revisão sistemática tem como objetivo analisar a evidência científica existente sobre a importância dos testes de rastreio psicomotor na deteção precoce de atrasos de desenvolvimento. Os estudos analisados foram encontrados através de uma pesquisa elaborada numa base de dados on-line “B-on” que agrega vários recursos de pesquisa. Foram incluídos estudos publicados nos últimos dez anos e escritos em português ou inglês. Foram incluídos os estudos realizados com populações infantis, com idades entre os 0 e os 80 meses. Os 22 estudos incluídos na revisão foram avaliados para a qualidade metodológica, cumprindo mais de metade dos critérios. Da análise dos estudos verificou-se que as variáveis mais estudadas são a importância dos testes de rastreio no desenvolvimento psicomotor, a avaliação das qualidades psicométricas e a criação de testes culturalmente adequados. O instrumento de rastreio mais utilizado foi o Denver Developmental Screening Test – II. Apenas 6 estudos relativos a 4 instrumentos distintos (Denver Developmental Screening Test II, Early Development Instrument, Australian Developmental Screening Test e o Ages and Stages Questionnaires) descrevem informação psicométrica cuja fiabilidade apresentou valores superiores a 0.81 e sensibilidade entre 95 e 100%. Todos os estudos salientam a importância de utilizar instrumentos de rastreio.
Palavras-chaves: rastreio desenvolvimento, desenvolvimento psicomotor, atraso psicomotor, crianças, revisão sistemática.
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Perspectivas de futuro entre adolescentes: influência da autoestima e qualidade da escola

Elder Cerqueira-Santos, Othon Cardoso de Melo Neto

ResumoResumo: O objetivo deste estudo foi investigar a forma como a perspectiva de futuro de jovens em condições de vulnerabilidade social é influenciada pelo clima e qualidade da escolaridade/formação, considerando o papel da autoestima. Participaram do estudo 507 estudantes da rede pública de ensino de duas cidades (capital e interior), com idades entre 14 e 24 anos, sendo 61,1% do sexo feminino. Foi utilizado um instrumento de 58 questões, autoaplicado e confidencial composto por escalas que tratam sobre Perspectiva de Futuro, Clima e Qualidade Escolar, além da escala de Autoestima de Rosenberg, além de dados biosóciodemograficos. A média de idade dos jovens foi de 17,08 anos (DP=1,55 anos). Uma análise de regressão linear mostrou que o Clima e Qualidade Escolar e a Autoestima explicam 18% (R²=0,182) dos níveis de Perspectiva de Futuro dos estudantes. Os dados sugerem que a qualidade da escola é uma variável fortemente associada à perspectiva de futuro do jovem, assim como a autoestima e a renda.
Palavras-chaves: escola; autoestima; perspectiva de futuro.
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Vivências de prazer e sofrimento no trabalho de líderes religiosos: um estudo com pastores da igreja adventista do sétimo dia

Felipe Mancilha Gondim, Fabiano Andrade Lyra & Luiz Carlos Lisboa Gondim

ResumoResumo: Este artigo visa proporcionar uma discussão sobre a relação de prazer e sofrimento psíquico na função do pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia da região Nordeste do Brasil. Seu objetivo principal é analisar as vivências de prazer e sofrimento no trabalho de líderes religiosos e examinar os desafios do trabalho atrelando ao estudo a necessidade de acompanhamento psicológico ao objeto de estudo. Foi realizada uma pesquisa de caráter qualitativo e, no campo de estudo, foi utilizada a entrevista semiestruturada aplicada individualmente a seis pastores da IASD. O estudo revelou que o prazer está associado a sentimentos de identificação, realização e reconhecimento do trabalho; que o sofrimento está vinculado ao desgaste físico, emocional, sentimentos de desvalorização, pressão por produtividade, carga excessiva de trabalho, exigências morais, grandes expectativas e lida constante com os problemas psicossociais da comunidade, contexto que influencia diretamente a vivência de prazer e sofrimento do líder religioso;
Palavras-chave: Psicodinâmica do trabalho; sofrimento psíquico; pastores adventistas; prazer-sofrimento; sofrimento em pastores.
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